Um gnomo em São Paulo

Leia ouvindo esta música.

 

Precisava ir até a mais paulista das avenidas, para acertar uns detalhes do curso de redação que eu estou doida pra fazer.

Então, quarta-feira à tarde, lá vai a Deka pra capitar, usando uma blusa que lhe serve como vestido, meia xadrez, sapatos boneca e seu inseparável capuz verde-irlandês. E se cortar o cabelo já rendeu um post épico, passear tão longe de casa (2h de trem/metrô/baldeações, fora o famoso Piatã) quase inspirou uma trilogia.

Agora imaginem alguém como eu, do alto dos meus 1,54m, andando sozinha?

Pra começar, um engraçadinho na estação de Guaianazes solta: “Nossa, que tipo de mãe deixa uma criança desse tamanho andar sozinha?”.

Na hora da baldeação, quase morri pisoteada. “Putz, cara! Não tinha visto a mina ali! Tropecei nela”.

E em cada trem que eu entrava, tinha que correr pra segurar nas barras próximas às portas. “Pressa de descer, moça?”, “Não. Eu não alcanço as barras de cima, mesmo.”

O pior foi na volta. Vale lembrar que de manhã tava frio, então o povo tinha suado bastante. É claro que no final da tarde, o cecê comia solto. The biggest problem, é que meu pobre narizinho fica exatamente na altura do suvaco dos tiozinhos desprovidos de desodorante.

Mas intoxicações à parte, ir pra São Paulo sempre é uma aventura e tanto.

 

 

Vi o Masp, vi um nerd-bambu usando um bigodón de Ligador da Oi e quase saí correndo quando trombei com a Madame Medusa do desenho Bernardo e Bianca (não lembra? Essa aqui).

Estive na estação de Hogw... er... Luz. Também fui paquerada por pivetes de 13 anos, que acreditavam piamente que eu fosse corresponder e fui cantada por um engravatado, cuja barriga parecia prestes a estourar os botões da camisa. Mas esse eu não perdoei:

_Gostosinha!

_Pedófilo!

(Claro, ué! Reconheço minha cara de 15 anos. Duvido que ele realmente tenha achado que eu tivesse 20.)

E como sempre, fiquei como besta olhando os prédios da Av. Paulista.

Afora os quase atropelamentos e as vezes que precisei parar para pedir informação (o bom de ser mulher, é que isso não diminui nossa potência sexual) foi um passeio proveitoso, que me devolveu pra casa mais feliz e cheia de planos.

Volto para a Terra do Caqui um pouquinho mais paulistana que antes.

Ah! São Paulo...



Escrevinhado por Deka Pimenta às 14h06



Post especial - Tchau G.c&m!!

 

 

É difícil dizer... não sei se vou conseguir.

Cada vez que abro a boca, as lágrimas me embargam a voz e eu perco toda a minha pose de menina durona.

Acho que indo aos poucos sai...

Vamos lá... Faz quanto tempo? Um ano e 4 meses, quase cinco...

Difícil, né? Porque pra mim foi o primeiro...

O começo de relacionamento, aquela alegria, tudo novo...

Com o tempo vieram as primeiras dificuldades, as primeiras DRs hehehe

Um monte de primeiras vezes, tudo junto ao mesmo tempo.

 

Mas como tudo na vida que começa, um dia acaba (e dá-lhe frase feita).

O difícil vai ser me desacostumar com a convivência diária...

E eu sei que não vai ser fácil me esquecer também, mesmo que seja por conta do meu figurino “diferente”, da minha gargalhada escandalosa... ou mesmo pelos e-mails “tem post novo no blog”...

 

(Suspiro)

O que eu quero dizer com este texto cheio de reticências, é que mais do que a experiência, o aprendizado e a saudade, levarei do meu primeiro estágio um tesouro muito maior: amigos!

Pessoas que – droga, tô chorando de novo! – me deram forças, me apoiaram, riram das minhas piadas bobas e me aguentaram forgando com todo mundo.

 

Mas não pensem que se livraram de mim! Não é tão fácil quanto parece ^^

 

E toda vez que tiverem um pedido, lembrem-se do gnomo saltitante aqui \o/

 

Um abraço a todos:

Janaína (minha eterna chefa!!!), Rafa, Sheyla, David, Claudete, Tia Nenê, Mônica (quero ser que nem ela quando eu crescer), Marisa, Drª. Simone, Fefo, Alex, Luisón e Carmelo (que entrou por último e também fica por último rs).

 

E um abraço pro chefe (Gabriel), aproveitando pra agradecer pela oportunidade de trabalhar entre pessoas tão incríveis e pela experiência que ganhei, como mini-g.ceminiana.

 

É isso... Agora é partir pro abraço e acabar com o estoque de lencinhos =)

 

Beejo, gente!



Escrevinhado por Deka Pimenta às 14h37



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O que está escrito aqui pode ser real, ou não, indiferente ao uso do pronome "eu". Afinal, sou aspirante a escritora, não a jornalista. Ainda assim, qualquer semelhança com a vida real, não será mera coincidência. Contraditório? É, também.

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